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Ruínas do devir
Longe da exatidão dos tempos que no futuro inaugura o passado; extra das horas é a dimensão do pássaro-passado-futuro. Presentemente altero meu futuro enquanto passado é alter-ego do distante. O distante relaciona-se como molécula pura encostada na frente ou no longe do horizonte. O horizonte-molécula. MOLECULAR DO MEU CORPO, MI VIDA MI ARTE, MI COCO, MI PARTILHA.
Arte e vida seria um binômio que deseertifica as relações e entre arte e sociedade?
como se para fazer arte urbana fosse necessário aproximAR-se por vias da diferença que une e separa, pois distinguim arte e cidade e cidade e arte, cidadarte cidadã cidar
Porque supor que a experiência estética é mais desejante do QUE a dos dias corriqueiros
Para inserir
Neste sentido, a proposta da oficina foi elástica, ou seja,
apresentamos caminhos de participação
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Vida e resistência
moela:
deglutidos de cidade
deglutidoress de cidade
mÁQUINA CARNAL:GENTE
GENTRE PRA TODO LADO
NA RUA 23
NA RUA 44
NA RUA 32
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SOMOS LETRAS? COMO NUMEROS, SOMOS ZERO E UM.
UM NAO EXISTE
ELE INEXISTE
O ZERO É O EROS
É O ERRO DO ZERO
ERAS MENOS UM
A resistência é vivida como a vida. Como se Brasília fosse coberta com telhados de zinco engoteirados. A arte de quem? O piso de terra sem porta, um quadrado dividido sem teto permanece, transformou em casa? Uma casa construída no futuro é devir moradia? Ruínas?
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Política 2
O conceito, o vendável, a cura, a escritura que permanece na cidade escapa da percepção fútil. A cidade caminha para a indiferença tal como metáforas de anúncios, prenúncios, atrativos de zumbi. Ao apropriar-se do espaço – guarda-fecha, clausura, cárcere – o viver urbano inaugura o vazio na natureza. Onde havia caça, odor, vida transfigurada em floresta, força de trabalho emprestada à floresta, galáxias. Olhamos o céu como abrigo, olhamos… sentimos a cidade próxima, invadindo nossas entranhas aglutinadas de saber: o saber não cabe mais dentro da casa única; o conhecimento atravessa ruelas desconhecidas, becos endiabrados, canteiros de gente muda… e floresce avião! Cancioneiros atravessam séculos em busca da seresta perfeita, serenata. Ao vivo os corpos multiplicam, diante dos olhos o mundo muda. Mas que olhos? Olhos dormem demais! O corpo vibra, audição não fecha, o músculo forceja, o sono é ato do músculo, o sonho é gato-bandido, pilantra que escorrega pelas vielas do meu quarto: a urbis é um quarto, rubis nascem do chão, asfalto fecha o chão; do chão pra cima é política.
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Memória
Memória
Fotografia, videografias do devir, auto-retrato
ruínas em devir
*Devir do passado que permanece sendo futuro atemporal de ruínas habitacionAIS. CONCRETOS DE hoje misturados aos pedaços de ontem, fragmentos de paredes úmidas de subserviência, desafeto de uma casa (uma pátria) que nao te quer como habitante/cidadao. Roupas e varais emprestados, cidade emprestada,
E os corpos desalugados que vivem nas ruas?
E os que vivem em tetos náo
quando andamos de olhos fechados
quando somos guiados e quando loucos guiamos, poucos guiados.
riscar os muros
andar em contruçoes inóspitas
O inóspito quer ser habitado.
Habitar as ruínas do devir
ser devir casa
estar porta, estar parede, estar poro dos muros
Casa em construção
subjetividade em construção
incosntituição
casa em construção
casa inconstitucional
com instrução em constituição in construção
casa móvel
casa sem móvel
casa imóvel
casa modular
casa cabana
casa molecular
Na Vila DNOCS a questão da memória é de fato campo de atuação política. A memória pode ser encarada como um fenômeno que articula necessidades sociais abstratas e dignidades individuais básicas. Aqui, essa instância articula o passado no presente e se movimenta para o futuro em torno da questão “moradia” que, longe de ser espaço de acomodação, atua como instrumento de união e transformação da Vila.
Daí, podemos tirar a primeira problemática desta oficina: “Como inserir conceitos de arte, já tão desnutridos e impróprios para nossos dias, em uma comunidade que exercita diariamente questões tão profundas e envolventes como esta?”
A arte
O que é uma casa?
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Urbano
uma parede?
uma porta?
uma janela
um quadrado com divisões
uma cama e um fogão
telhado de zinco
sem porta
pisos de terra
paredes manchadas
A vida vivida como resistência.
Que arte se passa entre
A arte de quem?
A socialização da arte
O conceito, o vendável, a cura, a escritura que permanece na cidade escapa da percepção fútil. A cidade caminha para a indiferença tal como metáforas de anúncios, prenúncios, atrativos de zumbi. Ao apropriar-se do espaço – guarda-fecha, clausura, cárcere – o viver urbano inaugura o vazio na natureza. Onde havia caça, odor, vida transfigurada em floresta, força de trabalho emprestada à floresta, galáxias. Olhamos o céu como abrigo, olhamos… sentimos a cidade próxima, invadindo nossas entranhas aglutinadas de saber: o saber não cabe mais dentro da casa única; o conhecimento atravessa ruelas desconhecidas, becos endiabrados, canteiros de gente muda… e floresce avião! Cancioneiros atravessam séculos em busca da seresta perfeita, serenata. Ao vivo os corpos multiplicam, diante dos olhos o mundo muda. Mas que olhos? Olhos dormem demais! O corpo vibra, audição não fecha, o músculo forceja, o sono é ato do músculo, o sonho é gato-bandido, pilantra que escorrega pelas vielas do meu quarto: a urbis é um quarto, rubis nascem do chão, asfalto fecha o chão; do chão pra cima é política.
Janeiro chega e a cidade pára; novembro pára e a cidade chega mesmo que não jardineiro. Quanto custa a manutenção dos nossos jardins? Quanto custa um fogão-arte?
bens de consumo? homem de bem? homonidio. benevolente avantaja bem virado aventurança na noite escura da cidade. merzben build
Boceja a intranqüilidade das viela ignóbil. a cidade se alastra rumo ao vazio
Prenha a cidade, o povo, o novo, o corvo, o estorno a lenha assusta. Fogo no barraco. bomba
O destinatário nao existe
O passarinho como destroços
A galinha come pedra: moela
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PERFORMANCE/INTERVENÇÃO URBANA/VIDEOARTE:OFICINA DNOCS
A vila DNOCS é uma ocupação localizada ao lado da cidade de Sobradinho (DF), às margens da BR-020 A invasão iniciou-se há pelo menos 40 anos atrás. Mas, a vila expandiu em moradores somente há 15 anos. Quando a maioria comprou lotes que eram vendidos por R300 em média.
Após inúmeras derrubadas de casas, o DNOCS foi aceito após legalização da ocupação em 2007. No momento está havendo uma reforma na localidade. Casas de alvenaria estão sendo construídas, o que transformou o DNOCS em vila. As construções inciaram-se (aproximadamente 2 anos atrás), mas ainda não foram finalizadas. Enquanto isso as pessoas vivem em barracões improvisados.
DNOCS: Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (antes a localidade abrigava funcionários deste departamento).
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apresenta






